domingo , 26 outubro 2014
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5 algemas mentais que aprisionam você à classe média

5 algemas mentais que aprisionam você à classe média

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Eu me lembro da vez em que recebi a notícia de que ia ser pai pela primeira vez.

Tinha 27 anos, não era casado e tudo o que possuía eram dívidas e um carro financiado.

Apesar de ter morado a vida toda com meus pais até aquela idade e ter ganho sempre acima da média em todos os empregos e negócios por onde passei, eu não tinha dinheiro guardado e tampouco aplicado em investimentos.

Além disso, eu também me sentia uma pessoa pouco realizada e incompleta na profissão.

Apesar de em breve me tornar pai, ainda não me considerava homem dentro daquilo que eu acreditava ter potencial para fazer.

Como diziam meus pais, até aquele momento, eu tinha levado a “vida na flauta”. Essa era a verdade.

Eu era um classe média medíocre dirigindo um Honda Civic 99 financiado, indo a festas quase todos os dias e comprando roupas que julgava deixar melhor a minha aparência.

Uma realidade bem próxima da de qualquer membro da classe média brasileira que luta para manter o seu status na sociedade como bons pagadores de contas…

Um breve retrato da classe média

Um recente estudo publicado no mês passado pela Serasa revelou que a classe média movimenta 58% do crédito e injeta R$ 1 trilhão na economia todos os anos se tornando o principal público consumidor do país adquirindo tanto bens individuais (viagens, notebooks, tablets, smartphones) como bens familiares (móveis, eletrodomésticos, carros, imóveis).

Estima-se que em 2033 apenas 9% dos brasileiros pertencerão à classe baixa contra os 24% atuais, fazendo o número de brasileiros na classe média aumentar de 54% para 58% e de 22% para 33% na classe alta.

Apesar dos belos números, ficam no ar as seguintes perguntas:

  • Será que a classe média está feliz com este aumento do poder econômico?
  • Será que ela está contente com os serviços públicos que utiliza e com a infraestrutura oferecida pelo país?
  • Será que ela está realizando seus sonhos ou apenas satisfazendo alguns desejos pontuais de consumo?
  • E o futuro dos seus filhos? Estão garantidos ou a classe média precisa se esforçar ainda mais para mantê-los na posição social que conseguiram alcançar?
  • Qual o valor da riqueza para a classe média? A prisão do consumo ou a liberdade de escolha que praticamente não existe?

O estudo complementa, que o maior número de membros da classe média (39%) faz largo uso do crédito a que tem acesso, focando nas prioridades, geralmente vinculadas ao bem-estar familiar.

Classificados como batalhadores, eles gastam seu dinheiro em turismo nacional, veículos, eletroeletrônicos, imóveis, móveis, eletrodomésticos e seguros e tem como produtos e serviços de desejo, viagens de avião para destinos nacionais, móveis para casa, máquina de lavar, TV (Plasma, LCD e LED), imóvel e carro.

Ou seja, apesar do poder econômico que esse grupo adquiriu, ele está parecido comigo aos 27 anos:

  • Utilizam o dinheiro para satisfazer seus desejos mais imediatos.
  • Vendem seu tempo em troca de um salário no final do mês que lhes possibilite pagar as dívidas assumidas.
  • Não possuem dinheiro guardado ou aplicado de nenhuma forma.

Resumindo, a classe média é uma massa gorda da economia brasileira que nada mais faz além de pagar contas.

5 algemas mentais que aprisionam você à classe média

Depois que eu descobri que ia ser pai e confrontei a realidade sobre a qual estava fundamentada a minha vida, entrei em um processo de libertação das algemas que me mantinham preso aquela vida medíocre.

Hoje com 35 anos e quatro filhos, moro em uma cidade que oferece uma melhor infraestrutura para mim e para minha família em uma casa própria super confortável e trabalhando naquilo que sou apaixonado à frente das minhas empresas.

Não foi necessário que eu ganhasse na Mega-Sena para me sentir mais realizado e fora da corrida de ratos da classe média. Eu tive apenas que reconhecer que precisava mudar aquela vida estruturada em valores e crenças que não tinham como objetivo a minha liberdade.

Eu poderia escrever um livro sobre os pontos que examino abaixo, mas compartilho resumidamente neste artigo as algemas que me mantiveram preso na classe média e que provavelmente também estão mantendo você e sua família nesse cativeiro.

Algema 1: O futuro a Deus pertence

algemas casal idoso se olhando 5 algemas mentais que aprisionam você à classe média

“Preparar o futuro significa fundamentar o presente.” ~ Antoine de Saint-Exupéry (Tweet Isso)

Você sabe o que você vai estar fazendo aos 70 anos? Com quem você vai estar ou qual será a sua contribuição para o mundo?

Apesar de muitas pessoas acreditarem que a vida acaba um pouco antes dos 70 anos, a expectativa de vida no Brasil atualmente é de 74,6 anos conforme estudo do final de 2013 publicado pelo IBGE.

Será nessa idade que você não terá mais o pique dos vinte e poucos anos quando conseguia sair à noite, beber e ir trabalhar no dia seguinte.

Eu já fui casado três vezes antes desse casamento que estou agora e também já fui empregado e participei de negócios em inúmeras empresas de diferente ramos fazendo coisas diferentes. Foi durante esse tempo que eu levava a “vida na flauta” e vivia a vida sem limites.

Só quando acordei aos 27 anos e comecei a pensar no meu futuro é que escolhi alguém certo para casar e um trabalho que me permitisse ser mais feliz e autêntico. E é por pensar que daqui a trinta anos viajarei o mundo com a minha atual esposa para estudar e escrever livros que permaneço onde estou construindo a minha família e a minha carreira.

Sempre surgem novas “oportunidades” que não me abalam como antes porque mantenho o foco naquilo que decidi para o meu futuro. Quando uma “oportunidade” nova surge, me pergunto: Isto tem a ver com o que planejei para o meu futuro?

Algema 2: É preciso aproveitar enquanto é tempo.

algemas homem pensando 5 algemas mentais que aprisionam você à classe média

“Saiba que são suas decisões, e não suas condições, que determinam seu destino.” ~ Anthony Robbins (Tweet Isso)

Vale mesmo à pena participar daquela promoção onde você compra uma televisão para ganhar outra caso o Brasil seja campeão da Copa do Mundo? Ou comprar aquele carro mais bonito só para desfilar para os vizinhos do condomínio?

Na maioria das vezes não tomamos as melhores decisões porque não estamos comprometidos com uma visão de longo prazo. Assumimos dívidas e compromissos desalinhados com os nossos objetivos de vida porque estamos com a atenção voltada para a satisfação dos desejos presentes.

Um bom exemplo é quando compramos um carro que já é caro quando pago à vista e que fica ainda mais caro quando pago à prazo só porque desejamos ter um carro melhor do que aquele que temos agora.

Enquanto um brasileiro paga US$ 28,6 mil por um Astra, o europeu, com o mesmo valor (US$ 28,3 mil) compra um BMW 3 Series. Sem falar nos juros de financiamento, onde a média cobrada no Brasil é de 25% (ao ano), enquanto na Alemanha são 4%, nos EUA 8% e no Japão 6% conforme citado em uma reportagem recente do portal Terra.

Seth Godin, guru do marketing mundial, disse:

  • Quem determina a forma como reagimos às coisas que acontecem com a gente?
  • Quem escolhe a mídia que consumimos?
  • Quem decide o que começamos e o que abandonamos?
  • Quem decide que tipo de coisas investimos ou não?
  • Quem procura alguém para culpar?

Continua: “Em uma cultura onde mais e mais escolhas são tiradas das mãos daqueles que se identificam como consumidores ou engrenagens do sistema, os adultos ainda possuem algumas das responsabilidades mais importantes de todas.”

Distraídos, tomamos decisões precipitadas que comprometem nosso tempo e dinheiro sem avaliar o impacto destas decisões no nosso futuro e no da nossa família. Por isso a classe média está presa a objetos, salários e financiamentos que estão corroendo o seu poder pessoal, a sua saúde e o avanço dos seus membros para classes sociais mais acima.

Algema 3: O tempo é curto.

algemas despertador no chao 5 algemas mentais que aprisionam você à classe média

“Com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo e bem feito.” ~ Pitágoras (Tweet Isso)

Você já parou para perceber que Bill Gates aos 19 anos viveu o mesmo número de horas que você viveu também aos 19 anos?

A diferença entre a vida dele, a minha e a sua, é que ele utilizou seu tempo de forma diferente de nós, pois até os 27 (8 anos depois) eu ainda estava tentando me encontrar enquanto ele aos 19 fundava a Microsoft, empresa que hoje tem quase 40 anos e foi avaliada em US$ 238.784 bilhões em 2010.

Não há nada de errado em ser empregado, inclusive tem muito dono de empresa que é empregado do seu próprio negócio, mas a principal chave para quebrar essa algema que te mantém preso à classe média é compreender que o tempo é um ativo limitado, que depois que usamos ou vendemos o nosso tempo não temos como recuperá-lo.

Sendo empregado ou trabalhando como prestador de serviços para outras pessoas, você precisa ter em mente que deve se aperfeiçoar para aumentar o valor da sua hora ou criar um sistema de trabalho envolvendo delegação de tarefas a pessoas e softwares que multiplique a quantidade de horas que você consegue entregar para seus clientes.

Um dos meus principais erros na carreira foi vender as horas que tinha quando era mais jovem para receber um bom salário ou ter aberto uma empresa de prestação de serviços onde eu era o meu principal empregado.

Algema 4: Segunda-feira é pior dia da semana.

algemas nao faz o que gosta 5 algemas mentais que aprisionam você à classe média

“A escravatura humana atingiu o seu ponto culminante na nossa época sob a forma do trabalho livremente assalariado.” ~ George Bernard Shaw (Tweet Isso)

Você hoje é melhor naquilo que faz hoje do que era ontem? Você está planejando aprender um pouco mais sobre aquilo que trabalha hoje no dia de amanhã?

55% dos profissionais do mercado não estão satisfeitos com o seu trabalho como revelado em uma pesquisa recente da empresa 4Hunter Consultoria.

Isso revela que 55% do mercado não está evoluindo como poderia estar, porque como seus membros não gostam daquilo que fazem acabam tendo menos interesse em melhorar na profissão que aqueles que gostam. Todo mundo perde.

Se você gosta de cozinhar, provavelmente é o primeiro a entrar na cozinha no dia de domingo e o último a sair. Você pesquisa novos pratos na internet para fazer para seus convidados e compra de vez em quando um novo acessório ou livro para lhe auxiliar nesta tarefa.

Por gostar daquilo que você faz você se interessa, vai atrás de novas informações se dedicando continuamente em melhorar suas habilidades culinárias.

Quando estava começando a minha carreira profissional, minha família me indicou uma que “dava mais dinheiro” e não me fizeram dar atenção aquilo que eu dissera gostar mais de fazer: estudar. Quando eu era pequeno dizia que queria ser pago para estudar. Não sabia como, mas de alguma forma eu queria que as pessoas me pagassem para eu apenas estudar.

Só muito tempo depois (cerca de 20 anos) eu consegui chegar próximo daquilo que eu desejava quando criança porque me esforcei para me libertar daquela algema que me mantinha preso à classe média, que tem como objetivo familiar encontrar uma profissão que dê dinheiro ao invés de uma que dê satisfação.

É por esse motivo que temos médicos, engenheiros, advogados, técnicos e toda a sorte de profissionais, medíocres, que entraram na profissão para ganhar dinheiro e não porque gostavam. Eu mesmo fui um técnico medíocre durante muito tempo. Eu era bom, nas não espetacular.

Tudo o que escrevi até aqui neste artigo é fruto de horas de pesquisa navegando na internet, estudando e fazendo um “trabalho de escola” para transmitir o melhor conteúdo para você que acompanha o blog e, no caso deste artigo, deseja se libertar das algemas mentais que prendem você e a sua família à classe média.

Fiz do hobby de “fazer trabalhos escolares” uma profissão, aperfeiçoando a cada dia a forma de explorar, transmitir e rentabilizar um conteúdo.

Se eu colocar em perspectiva, os últimos 6 anos que passei trabalhando para me tornar o profissional que eu almejava ser na infância trouxeram cinco vezes mais resultados que os primeiros 15 anos de carreira onde fui um técnico e empresário medíocre que tinha como único objetivo de vida o dinheiro.

5) Dinheiro não traz a felicidade!

algemas cartao de credito 5 algemas mentais que aprisionam você à classe média

“O dinheiro não traz felicidade — para quem não sabe o que fazer com ele.” ~ Machado de Assis (Tweet Isso)

Como não traz? Não seria ótimo que você pudesse ficar em casa quando seus filhos estivessem doentes? Ou poder ir no café da tarde de aniversário daquela tia-avó que tem 89 anos, que você adora e que sabe que talvez esse possa ser o último aniversário que ela vá comemorar? Ou ainda ter tempo para colocar aquela conversa em dia com a sua esposa ou com o seu marido?

Dinheiro é sim uma ferramenta poderosa para sustentação da felicidade.

É quando estamos mais tranquilos em relação ao dinheiro que nos permitimos planejar melhor um novo projeto, assistir aquele filme que nos recomendaram ou simplesmente resolver os problemas do dia a dia que acontecem dentro de casa e nas nossas empresas.

É por causa de pensamentos como esse que a maioria das pessoas não estuda sobre o tema finanças. Não sabem administrar o próprio dinheiro e tampouco utilizar o próprio sistema econômico para gerar mais receita para si. Pensam que economia é juntar dinheiro na poupança enquanto paga todas as contas do mês dentro do vencimento.

O crédito está corroendo o poder econômico da classe média enquanto engorda a conta bancária dos bancos.

O patrimônio líquido do banco Itaú no segundo trimestre de 2013 atingiu R$ 75,8 bilhões, crescimento de 1,8% em relação ao trimestre anterior fechando o primeiro semestre daquele ano com o segundo maior lucro da história dos bancos, perdendo apenas para ele mesmo em 2011.

Dentre os fatores que contribuíram para este crescimento, estão a alta de 13,5% dos empréstimos consignados e 8,7% dos financiamentos imobiliários, além do crescimento de 15% a 18% nas receitas com prestação de serviços e resultados com seguros, previdência e capitalização, um dos piores destinos para o dinheiro da classe média.

Traduzindo, a classe social que mais consome no país, paga os juros que engordam o lucro dos bancos que utilizam essa falta de educação financeira para vender produtos e serviços que só ajudam a apertar esta última algema no pescoço de quem não sabe:

  • lidar com dinheiro;
  • trabalhar no que ama;
  • utilizar o tempo a seu favor;
  • tomar boas decisões; e
  • planejar o futuro.

É como se a classe média fosse um adolescente de 27 anos que se acha o “rei da cocada preta” enquanto se contenta com as esmolas de prazer que sua pobre vida lhe oferece a cada final de semana.

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Sobre Marcos Rezende

35 anos, praticante de jiu-jitsu, pai de dois filhos e padrasto de outras duas meninas, escreve regularmente sobre desenvolvimento pessoal e negócios neste site que fundou em 2008. Saiba mais sobre sua história e conheça o Campus Insistimento, um ambiente que reúne conteúdo de primeira, orientação profissional e apoio financeiro para o seu projeto: Campus Insistimento.
  • Jose Gustavo Vazquez

    Excelente artigo MR. Posso dizer que sou outra pessoa de 1 ano pra cá, desde que decidi mudar muitas coisas na minha vida, alinhadas com o que vc escreveu…até pq, por tb ser hj um estudioso, e ter como um de meus mentores o Seiiti Arata, aprendi a me livrar de muitas das algemas da classe média.
    Continue com o excelente trabalho. Um abraço!!!

    • insistimento

      Obrigado Jose pelo comentário. Muito feliz que as pessoas estão gostando do artigo. Se tornou um artigo longo, mas cheio de dados e percepções para impulsionar outras pessoas como você e eu a seguirem este caminho de libertação.

      Parabéns pela postura e responsabilidade com a sua vida.

      • Allan

        Não entendi qual o real ponto de libertação.

        Entendi algo do tipo: “para alcançar o conforto é necessário sair da zona de conforto”
        O que devemos é acumular efetivo? Qual a libertação dentro desse contexto do espírito poupador, acumulador?

  • Anderson Ribeiro de Barros

    Concordo com seus pensamentos, mas discordo do que fala sobre a classe média. É ofensivo. Não existe pirâmide invertida, isto é, parece vender que todos podem deixar a classe média para a nata. Tenho orgulho de ser da classe média, vizinhos, parentes e colegas que também são. Meu propósito é trazer riqueza às classes através da lapidação de suas competências, de modo que o mais pobre possa sentir-se digno de seu trabalho.
    É importante fornecer as referências dos números apresentados.

    Abraço

  • Debora

    Oi Marcos, ótimo artigo. Identifiquei-me muito com você quando você diz que gostava de estudar, também sempre gostei de fazer os trabalhos escolares. Escolhi minha profissão porque tinha que fazer uma escolha, sempre fiz o melhor que consegui, mas sem encantamento. Como você se redescobriu? Como foi o processo de mudança da carreira técnica para fazer o que gostava, ou seja, estudar e viver disso? Abraço

    • insistimento

      Obrigado Debora pelo comentário e elogio.

      Neste artigo explico um pouco de como fiz: http://insistimento.com.br/ganhar-dinheiro-fazendo-o-que-ama/

      O processo basicamente acontece eliminando aquilo que nos incomoda e causa dor, para irmos nos aproximando daquilo que realmente nos dá prazer.

  • Paulo

    Blé. Muito fraco e generalista. Ao mesmo tempo

  • Pingback: Prisão Mental | Blog do Sergio Tango :-)

  • Melanie

    Bom artigo, mas qual é o melhor destino para o dinheiro da classe média então? vc só disse o pior, confuso de entender suas opiniões.

  • http://vinteconto.wordpress.com/ Victor Toush

    Até onde entendi, o autor segue sendo classe media, porém um homem mais consciênte do que quer de sua vida e mais organizado na forma como planifica seus objetivos. O que vi foi um texto sobre como amadurecer e trabalhar dentro de um sistema. Mas que passou bem longe qualquer libertação.
    Pra mim, um bom artigo de auto-ajuda, mas que não chega ao objetivo proposto no título.

    • Filipe

      Concordo com tudo que disse Victor Toush, tive exatamente a mesma impressão. E também possuo os mesmos ideais.

    • Skisi

      Uma tentativa frustrada de altruísmo, o autor se pega como exemplo para generalizar um conceito social que é a classe média, tentativa de repassar uma sabedoria inexistente. Acho o artigo bom e leva a reflexão certamente mas a forma como é passada a informação é rude e desqualificando o leitor “algemado”. Talvez seja essa a intenção de polemizar o assunto…

  • Paulo Fernandes

    Marcos, compreendi perfeitamente o texto! Estamos todos aprisionados na armadilha do consumo com inversão total dos valores. Queremos carro de luxo e pagamos o carro mais caro do mundo porque no nosso meio isto propõe certa afirmação. Mera ilusão! Um amigo comprou um carrão de R$130.000,00 recentemente. Não que ele não possa, inclusive porque o comprou à vista. Mas fico pensando se morássemos lá fora este carro sairia no máximo por uns R$60.000,00. Sobrariam R$70.000,00 que poderiam ser gastos em viagens, cursos ou mesmo investimento! Os nossos valores devem ser a cultura e a educação se quisermos realmente um país melhor, inclusive com ítens de conforto mais acessíveis. Adorei seu texto!

    • insistimento

      Bem dito Paulo. Bem dito.

      Obrigado por compartilhar aqui seu comentário.

      Precisamos nos libertar de aceitar as regras impostas do jogo.

  • Gilberto Souza

    Parabéns pelo artigo, muito interessante.

    • insistimento

      Obrigado Gilberto. Que bom que gostou.

  • Marcea Freitas

    Obrigada por compartilhar sua experiencia conosco. Um exemplo a ser considerado que nos leva a refletir sobre as nossas praticas burguesas de apego a valores materiais, a habitos conformados a convencoes sociais incompativeis com os nossos sonhos. Valeu Marcos!

    • insistimento

      Valeu Marcea pelo apoio! Obrigado!

  • Marcos Mandina

    Muito bom o texto, me identifiquei demais. Parabéns pelo excelente artigo.

    • insistimento

      Feliz por isso Marcos. Citei meu exemplo pessoal para realmente criar essa identificação. Bom que deu certo!

  • Luana

    Oi Marcos! Faz apenas uma semana que conheci o seu blog e estou encantada!!!! Tenho devorado seus artigos e te parabenizo porque verdadeiramente vc ama o que faz, e por isso seu trabalho é simplesmente maravilhoso!!! Sempre fui apaixonada por livros de desenvolvimento pessoal e empreendedorismo, e os seus artigos mesclam esses temas de forma fantástica!!! Cadastrei o meu email, e estou muito satisfeita com o seu conteúdo! Um grande abraço e continue com este trabalho que tem me motivado bastante!!! Obrigada!

    • insistimento

      Valeu Luana! Genial receber leitores novos por aqui. Sempre estou mesclando esses dois assuntos que citou porque, como você mesma disse e notou, adoro isso. Obrigado por apoiar com o seu comentário.

  • insistimento

    Perfeito no seu comentário Nélio.

    Que bom que alguém visita este site sabendo que ele é um blog como de qualquer outro ser humano na terra. Que possui suas falhas e que também está procurando compreender o mundo.

    Este artigo e tantos outros que já escrevi são apenas uma contribuição e realização do meu desejo de continuar escrevendo e redigindo “trabalhos escolares”.

    Este foi mais um.

    Obrigado e vamos em frente!

  • Fabiano

    A critica em relação ao consumismo e a falta de planejamento é extremamente relevante, apenas achei fraco a argumentação do dinheiro x felicidade, isso depende muito dos objetivos individuais de cada um.

    A felicidade não está em uma única classe.

    • insistimento

      Você está certo Fabiano. A felicidade não está em uma única classe. Aliás, pobres existem em todas as classes sociais. A questão é que a felicidade está atrelada ao fato da pessoa estar ou não livre para fazer o que deseja.

      Obrigado por comentar.

    • Alessandra

      concordo plenamente com o Fabiano…sou contra ao cosumismo e não saio comprando tudo o que vejo não por que não tenho dinheiro, mas porque acho desnecessário.Contudo me sinto feliz levando a vida como eu levo, sem ficar me pegando a estratégias para um futuro a longo prazo.E tem outra, não tenho filhos, sou Farmacêutica e trabalho no que gosto ha mais de 10 anos.Portanto, mesmo não tendo renda de classe Alta, não me sinto da classe média por simplesmente ser feliz naquilo que faço e naquilo que consigo obter com esse trabalho e por agir consciente em relação ao dinheiro e em aquilo que ele pode me proporcionar….Realmente a felicidade depende muito dos objetivos de cada um!!!!

  • Maria Teresa Baesa

    Oi Marcos, realmente fiquei pensativa com seu texto. Já li baboseiras relativas à boa educação e gestão financeira, projetos de vida e tals….Seu artigo em muito se distancia do que eu já li justamente porque não pretende ser um manual disso e as observações saõ muito reais. No entanto, preciso confessar ( e isso absolutamente não é culpa sua…) que a sensação de impotência que tenho após essa leitura é bem parecida às anteriores. Tenho 48 anos e me encaixo perfeitamente bem no quesito “pagadora de contas e dívidas” mas no restante mantenho um abismo gritante gerado pelas péssimas opções e escolhas profissionais. A pergunta é: é possível, dentro dessa linha de raciocínio , ainda obter e recuperar algum tempo perdido? Ainda tenho direito aos bons resultados á partir de agora? Obrigada e parabéns!

    • insistimento

      Claro que é Maria. É engraçado que várias pessoas que estão na sua idade pensem que a vida acabou quando na realidade chegou apenas na metade. Nessa idade somos mais maduros que quando adolescentes e usamos a força com mais inteligência.

      Elimine aquilo que não está de acordo com sua visão de longo prazo e vá endireitando o lema enquanto avança.

      • Maria Teresa Baesa

        “Eliminar aquilo que não está de acordo com minha visão de longo prazo” vem de encontro ao meu momento e temperamento. Obrigada! Ah!! e “…a vida….chegou apenas na metade…” salvou meu dia!!! Rs

  • Denise Matias de Campos

    Marcos, muito oportuno seu texto. Tenho filhos iniciando a formação universitária, e suas orientações, através da sua própria vivência, traz para perto deles, o que tentamos orientá-los.

    • insistimento

      Obrigado Denise pelo elogio. O equilíbrio entre carreira e carteira é cada vez mais necessário.

  • Raysa Soares

    Como sempre, mais um ótimo texto. Estou nesse processo de me libertar e é maravilhoso poder contar com o seu auxilio, não é facil encontrar bons textos para nadar contra a corrente.

    • insistimento

      Obrigado Raysa. Vamos formando juntos uma nova corrente.

  • Solange Navolar

    Existe luz no final do tunel, obrigada por ser tão solidário com seus conhecimentos.

    • insistimento

      Obrigado Solange. Obrigado.

  • felipe

    Obrigado pelo texto.Ótimo e bastante realista.

  • Miguel Soares

    Olá, ótimo texto. Eu faria apenas um alerta aos leitores quanto à expectativa perante a vida. Fazendo uma analogia, as crianças crescem com os pais dizendo a elas serão presidente da república, porém quando chegam na fase adulta percebem que existe 1 presidente, a cada 4 anos, para 190 milhões de pessoas. Então esse é o momento que a realidade frusta a expectativa. Creio que mais do que sair da classe média, o importante é se aceitar como tal, ou então evitar que nossos filhos tenham altas expectativas. Você, caro autor deste artigo, provavelmente criou uma alta expectativa para seu futuro e, por méritos, conseguiu alcançar. Porém, para uma criança pobre, um casa de aluguel e um carro financiado já perfeito, tudo que ela poderia imaginar. Novamente, ótimo texto, mas o leitor deve adptar à sua perspectiva e proporcionalidade. Abraço!

  • Marcelo Dias

    Marcos, acho que nunca me senti dentro de uma história como essa, que acabei de ler, troco somente os 4 filhos que tem pelas 2 que tenho. Até a idade em que aconteceram as coisas.

    Fiquei muito pensativo e inconscientemente me libertei destas algemas e procuro sempre não cair numa delas novamente e pensar sempre no futuro meu e da minha família, usando o dinheiro e meu tempo ao meu favor e não em favor de banco ou dos outros.

    Muito bacana o texto e inspirador!

    • insistimento

      Obrigado Marcelo por comentar.

      Quem é pai/mãe sabe que os filhos trazem uma coisa muito boa para a nossa vida que é a priorização a partir da realidade das coisas:

      – Porque comprar isto ao invés daquilo?
      – Isso realmente é importante?
      – Preciso disto agora ou posso segurar um pouco mais?

      Obrigado mesmo por comentar e partilhar sua visão.

  • Anisio Teixeira

    Marcos!
    Muito obrigado pelo artigo.

    • insistimento

      Obrigado Anisio. Obrigado.

  • Alessandro

    Marcos , um excelente texto , garanto que serviu para abrir nao so os meus olhos mas como de muitos outros que tiveram o prazer de le-lo , essa e a triste realidade de muitos de nos . Que so conseguimos enxergar aquilo que queremos e nao o que a vida nos da oportunidade para vermos . Parabens .

    • insistimento

      Obrigado Alessandro. Que bom que foi útil.

  • Liana

    O difícil é saber o que se gosta, o que te dá prazer. Sou formada num curso que não curti, frustrada pela remuneração que recebo e me vejo sem saída do que fazer.

    • insistimento

      Uma solução Liana é desde já começar a experimentar coisas novas que você pense ter afinidade, unindo-se a grupos e pessoas e vendo se curte. Se não curtir, elimina e experimenta outra coisa, até ir melhorando a pontaria para saber onde quer chegar.

  • Fernando Andrade

    Gostei do artigo. Realmente a classe média fica presa nessa rotina de sempre ter gastos, não ter rendimentos ( precisa estar presente no trabalho para ganhar) e nem tem planos para atingir a independência. As pessoas verdadeiramente ricas possuem hábitos completamente diferentes em relação a classe média, que insistem em parecer o que não são. Muito fácil identificar uma pessoa na pindaíba pelos seus hábitos. Felizmente o ser humano pode sempre estar evoluindo, eu mesmo evolui muito, um carro 0 KM, roupas caras, Smartphones recentes deixaram de ser foco para mim, Quero ver é meu patrimonio líquido crescendo! Conheci o insistimento hoje e estarei acompanhando frequentemente. Abraços

    • insistimento

      Bacana Fernando! Bacana! É bem isso que disse. Se algo comprometer um futuro feliz, melhor não possui-lo. Consciência sempre.

  • sueli

    eu hoje estou nesse enmaranhado que você comentou.Não saber lidar com dinheiro e não saber dizer não quando precisava, é muito bom saber que as pessoas saem da luz escura do túnel . Achei esse artigo por acaso e me ajudou muito hoje! sucesso sempre e um grande abraço!

    • insistimento

      Legal Sueli. Que bom que ajudou!

  • Andre Teodosio

    Excelente artigo. Muito obrigado pelas palavras…

    • insistimento

      Obrigado por comentar Andre.

  • Juliana N.

    Estou lendo “Rich dad, poor dad” do Robert T. Kiyosaki – e fala muito bem disso.Que o rico sempre tem ativos e classe média tem despesas e obrigações, e ainda, acha que a casa que esta consumindo despesas é investimento – pensamento errôneo.Meu amigo sempre comenta do Anthony Robbins, na qual, ele foi assistir uma palestra ao vivo no E.U.A, confesso que devo buscar toda obra desse cara.E aquelas pessoas que sabem na teoria algumas destas informações mas não conseguem e tem dificuldade de colocar tudo isso em prática????

    • insistimento

      Se a pessoa sabe tudo na teoria e não pratica ela verdadeiramente não sabe e não merece ser ouvida.

      Daí eu ter colocado no final do artigo o link para apresentação do Henrique Carvalho e do Rafael Seabra que eu conheço e que praticam aquilo que ensinam.

      :)

  • Fabiana Alves

    Eu gostei muito das dicas. Estou me informando e me educando financeiramente nesses últimos meses. Quero sair da corrida dos ratos. É um caminho difícil, mas com a sua ajuda, a do Henrique e do Rafael estou vendo a luz no túnel, rs…

    • insistimento

      Show Fabiana. Que bom que está investindo nessa educação que não está presente infelizmente nas escolas.

  • Kit Washnow

    modelo de micronegócio de baixo investimento!
    solicite informações comigo!

  • Guilherme

    Mais do mesmo. Mas, bom para educar a manada.

  • Augusto Duarte

    Bom texto! Parabéns

    • insistimento

      Obrigado Augusto!

  • Lyndria

    Acho que vc deve escrever um livro sobre como achar a pessoa certa para se casar e como encontrar um trabalho que lhe deixe mais feliz e autêntico e você ficará muito rico. Até parece que temos esse controle todo em nossa vida. Podemos ter foco e intenção, mas a vida tem seus próprios acontecimentos, e vamos nos ajustando permanentemente. O mercado infelizmente se regula de outra maneira, e se não houver demanda para abrir um restaurante, não adianta nada eu amar ser chef de cozinha e querer abrir o meu. Basta gente, não se gastar mais do que se tem, não ceder a tentação de se tornar refém de empréstimos e cartões de crédito. E poupar sempre que possível. Resumindo, levar uma vida de acordo com sua situação financeira.

    • http://insistimento.com.br Marcos Rezende

      Resumindo: se conformar com a sua situação atual?

      Esta é mais uma das algemas.

      Obrigado por comentar.

  • Lyndria

    Acho que vc não entendeu. Não há nada de se conformar em meu comentário. Mas essa ideologia do “posso tudo” é prá mim uma algema tb. Vivemos mais em paz quando temos consciência dos nossos próprios limites. Em cima disso aplicamos a criatividade para irmos trilhando nosso caminho de forma satisfatória. Essa ideologia do “posso tudo” já é antiga, até a Herbalife utiliza para fazer lavagem cerebral em seus associados. O “posso tudo” impede que vc realmente analise o problema em sua totalidade. Um pouco da teoria da complexidade cairia bem por aqui…

  • Ulysses De Castro Silva

    O planeta está doente já está gastando mais recursos que a natureza pode oferecer tudo devido ao consumismo de nossa sociedade atual. Mesmo se parasse hoje todas as fábricas a temperatura do planeta continuaria aumentando ainda por 200 anos e quem vai sofrer é a próxima geração. Quanto a querer “progredir” financeiramente até certo ponto é valido. Mas ganhar 60 mil reais não deixará mais feliz do que ganhar 6 mil, se com o 6 mil dá para tu dar conta do que realmente é necessário e importante para sua vida. Sou a favor das palavras de Albert Einstein: “Acredito que uma forma simples e despretensiosa de vida é melhor para todos, melhor tanto para o corpo e a mente.” Quanto mais simples tu deixar tua vida menos problemas para resolver é até uma questão de lógica. Agora se alguém quer “subir” a todo custo vai arcar com muitas consequências vida familiar superficial e precária (afinal pouco tempo para a família) estafa mental ( muita cobrança) e por aí vai. Tudo é questão de equilíbrio.

    • Lyndria

      Sim, tb temos este ponto de vista que é super pertinente. Mas daí temos a idéia do sempre mais…

  • Pacificador

    Excelente matéria! Ou seja, como já sabemos (mas não usamos…) Em qualquer circunstância, se você acha que pode, ou acredita que não pode, qualquer das 2 opções que escolher, será a correta… A escolha sempre é nossa!

    • http://insistimento.com.br Marcos Rezende

      Obrigado pelo comentário. É bem isso que disse. É bem isso.

  • Patrick Hartwich

    Cara! Você é incrível !! Sem palavras !! Li umas 5 matérias suas e estou pasmo com quanto conhecimento você conseguiu compactar de forma coerente e simplificada em seus artigos! Parabéns!!

    • http://insistimento.com.br Marcos Rezende

      Uau Patrick! Muito obrigado. Muito obrigado mesmo. Legal teu feedback.

  • Dom Supremo Chocolates

    Ótimo texto marcos, me senti realmente impulsionada em meu empreendimento… me identifico com vários destes tópicos principalmente porque acho que segunda feira é um ótimo dia, dia de recomeço, de novas oportunidades, dia de lançar sementes… me sinto um pouco perdida em relação ao que almejo e ao que ponho em pratica… não quero ser mais uma na multidão… meu ramo é o da chocolataria e sinto que estou ficando para trás no momento que deveria ter avançado mais.

    • http://insistimento.com.br Marcos Rezende

      Beleza Dom, mas não fique olhando para trás vendo aquilo que ainda não fez, trate hoje mesmo de olhar pra frente buscando aquilo que você pode fazer. Não existe limites pra isso. Obrigado por comentar.

  • beto

    Valeu Marcos, excelente texto, obrigado pela contribuição.

  • Naiara

    Sensacional, resumiu muito bem todos os tópicos. Adorei, falou sabiamente, parabéns!!!

    • http://insistimento.com.br Marcos Rezende

      Obrigado Naiara!

  • Vinicius Garcia

    Parabens… Marcos…Acabei de ficar sabendo de seu trabalho no Curso Triade do Dinheiro do Rafael e HC…e curti muito seu trabalho, seu conteudo e a forma de abordagem…Meus parabens espero que vc possa compartilhar um pouco mais do seu vasto conhecimento sobre como abrirmos nosso proprio negocio, sem termos de entregar tanto dinheiro nas maos da Receita…Grato. Mt obrigado e sucesso!

    • http://www.insistimento.com.br Marcos Rezende

      Obrigado Vinicius. Pode deixar que estou sempre trabalhando em boas novidades por aqui.

  • https://www.facebook.com/MichelTelesMenegatti Michel Teles

    Estava precisando ler isso, Forte Abraço e Sucesso!

  • Gabriela Borghi

    Obrigada! Realmente um texto libertador.
    Deus abençoe!

  • Jo

    Victor Toush resumiu bem o texto e o contexto! O menino inconsequente que amadureceu, se transformou em homem, e vem buscando crescer a cada dia. Que o seu texto continue a ajudar mais pessoas. Parabéns, Sucesso e Boa sorte! ;)

    • http://www.insistimento.com.br Marcos Rezende

      Obrigado Jo!

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