Categoria: Histórias Infantis

O Guardião das Cobertas

Há muito, muito, muito tempo atrás, quando poucas pessoas habitavam o nosso mundo, vivia, no meio da floresta, entre uma aldeia e outra o Guardião das Cobertas.

Criado pelas fadas, o Guardião das Cobertas era mais alto que uma porta, mais forte que um guindaste e mais doce que uma mamãe panda cuidando dos seus filhotes.

Bastava escurecer entre os vilarejos para que o Guardião das Cobertas saltasse da cama, ainda sonolento, para trabalhar.

Com um bocejo grande que dava para engolir um bolo de aniversário de uma só vez, ele levantava da sua cama, passava a mão no lanchinho que as fadas haviam deixado para ele sobre a mesa e saía porta afora.

Vagarosamente ele ia de casa em casa visitando cada uma das crianças que moravam no mundo todo, todas as noites.

Seu dever era vigiar o sono das crianças e mantê-las quentinhas e aquecidas embaixo das cobertas.

Você sabia que tem muita criança que chuta a coberta à noite e fica encolhidinha de frio?

Ler mais

Praticante de jiu jitsu, apaixonado por filosofia, escritor, coach, palestrante e um impulsionador de pessoas. Desde 2008 mantém este projeto no ar para ajudar pessoas a superar seus medos e suas crenças e se tornarem elas mesmas. Saiba mais sobre Marcos Rezende.

O cachorro sem nome

Há algum tempo atrás, lá na Colônia Rebouças, vivia um cachorrinho muito feliz e contente.

Ele corria para lá e corria para cá.

Latia para as galinhas, corria atrás dos passarinhos e fugia dos cavalos.

Apesar de tanta alegria e divertimento, o cachorrinho às vezes ficava triste num canto do quintal.

Deitadão, pegando aquele solzinho que bate de manhã perto do meio dia, ele ficava pensando qual seria o seu nome.

E um dia, como se uma mosca tivesse pousado no seu focinho e o assustado, o cachorro ergueu a cabeça espantado como quem teve uma grande ideia.

Levantou-se rápido, esticou as patas, chacoalhou todo o pelo e se pôs a correr.

Foi direto falar com um dos cavalos que tentava abanar as moscas do seu rabo.

“Ô seu cavalo” – latiu o cachorro – “Qual é o meu nome?”

E o cavalo respondeu relinchando: “Não sei.”

E o cachorro retrucou: “Eu queria tanto saber o meu nome.”

E vendo o cachorro triste o cavalo relinchou outra vez: “Se quiser saber o seu nome, terá que perguntar a uma das vacas.”

O cachorro então levantou as orelhas como quem entendeu o que o cavalo disse e se pôs em disparada para falar com uma das vacas.

Chegando no pasto, onde uma vaca grande e malhada pastava, latiu:

“Ô dona vaca… Qual é o meu nome?”

E a vaca respondeu mugindo: “Não sei.”

E o cachorro latiu com a cara de quem quer mais comida: “Eu queria tanto saber o meu nome.”

E vendo o cachorro triste a vaca mugiu em resposta: “Se quiser saber o seu nome, terá que perguntar a uma das galinhas.”

O cachorro então suspendeu as patas dianteiras para ficar em pé em agradecimento a vaca e saiu correndo para o galinheiro.

Chegando lá, latiu para a galinha que estava no puleiro mais alto:

“Ô dona galinha… Qual é o meu nome?”

E a galinha respondeu cacarejando: “Não sei.”

E o cachorro latiu com a cara de quem acabou de sair da chuva: “Eu queri tanto saber o meu nome.”

E vendo o cachorro murcho a galinha cacarejou em resposta: “Se quiser saber o seu nome, terá que perguntar a um dos patos que moram no lago.”

O cachorro então balançou todo o seu corpinho serelepe como se tivesse visto o seu dono chegar e saiu correndo na direção do lago.

Chegando lá, avistou um pato muito frondoso com cara de sábio que nadava solene no lago.

O cachorro latiu de longe:

“Ô seu pato… Qual é o meu nome?”

E o pato grasnando respondeu: “Não sei.”

E o cachorro latiu chorando como quem se perdeu de casa: “Eu queria tanto saber o meu nome.”

No que o pato respondeu: “Ora! Ora, lindo cãozinho, se quiser saber o seu nome, aproxime-se do lago, olhe para a água cristalina à sua frente, admire-se no espelho dessa água e um nome virá a sua cabeça.”

Foi o que o cão fez.

Vagarosamente se aproximou do lago, botou suas patinhas próximas a borda e esticou sua cabeça para olhar a água.

Lá embaixo, refletido na água, viu um cãozinho lindo, de pelo branquinho que parecia com uma ovelha.

Seus olhos cor de mel, encheram-se de lágrimas e um nome veio á sua cabeça.

“Meu nome é Fofo! Meu nome é Fofo!” latiu o cãozinho para todos os cantos.

Correndo em disparada Fofo passou pelo galinheiro, pelo pasto das vacas e pelo estábulo latindo feliz e contente dizendo a todos qual era o seu nome.

Naquele dia Fofo dormiu satisfeito e as pessoas daquele lugar descobriram que às vezes quando um cachorro fica latindo feito um louco, pode ser porque simplesmente ele descobriu o seu nome. Só isso.

Praticante de jiu jitsu, apaixonado por filosofia, escritor, coach, palestrante e um impulsionador de pessoas. Desde 2008 mantém este projeto no ar para ajudar pessoas a superar seus medos e suas crenças e se tornarem elas mesmas. Saiba mais sobre Marcos Rezende.

Desenvolvido em WordPress & Tema por DoutorWP