Você não vence pela força, mas pelo jeito

Tempo de leitura: 2 minutos

Quando estou passando por um estrangulamento no jiu-jitsu, a primeira coisa que faço é verificar em qual posição o meu pescoço fica mais confortável para diminuir a pressão do meu oponente sobre ele.

Da mesma forma, quando tenho que colocar o oponente de costas no chão, procuro onde estão os seus apoios, para removê-los e continuar progredindo até que as suas costas encostem no tatame.

Tentar enfrentar a força do braço e do corpo do meu oponente com mais força, a partir do pescoço é me enforcar mais.

Tentar derrubá-lo na força é fazê-lo usar a minha própria força para me manter ainda mais fixo no chão ou então erguer-me feito um bobo do chão.

Se você está hoje fazendo muita força para viver, certamente algo está errado na sua vida.

Algo não está sendo natural.

Quando escrevo textos como esse, ajo com tanta naturalidade que não sinto o mínimo de força sendo feita.

Eu gosto, amo isso aqui e poderia ficar escrevendo textos atrás de textos durante o dia inteiro.

Quanto mais força você faz, mas a vida te empurra para o chão.

Assim como nossos companheiros de treino no jiu-jitsu, a vida usa a nossa própria força para aumentar aquilo que ela deseja que treinemos.

Prestou atenção nisso?

Quanto mais força você faz, mas a vida esmaga a sua cara no chão para mostrar que o seu caminho não é esse que escolheu.

Este não é o seu melhor treino.

Quanto menos força você faz, mais fácil fica para você respirar e prestar atenção no que está acontecendo para prever os movimentos que sucederão aqueles que estão acontecendo agora na sua vida.

A diferença do meu jiu-jitsu para o jiu-jitsu do meu professor é a capacidade que ele tem de prever mais movimentos à frente que eu.

Seu semblante tranquilo e calmo, demonstra o domínio que ele tem sobre os movimentos que estão acontecendo no tatame.

Por quantos e quantos dias mais você continuará vivendo sem ao menos respirar com atenção?

Pare a luta, comece o treino.

“De modo suave, você pode sacudir o mundo.” ~ Gandhi

Deixe uma resposta