As lições de sucesso profissional de uma laranjeira

Durante toda a minha vida eu fui domesticado a fazer as coisas para receber algo em troca.

Estudar, trabalhar, viver.

Tudo tinha o único objetivo de ganhar algo em troca.

Se estudava, era para tirar boas notas, passar de ano e ter um emprego bom no futuro.

Se trabalhava, era para ser bem visto pelo chefe e ganhar um aumento.

Tudo era feito dentro de um sistema de trabalho que me possibilitasse tirar vantagem daquilo que eu fazia.

Essa semana chegou até as minhas mãos, o livro O Caminho Infinito do filósofo e orientador espiritual Joel Goldsmith.

Em um dos trechos do livro, ele diz o seguinte:

“Vamos supor que na minha casa exista uma laranjeira.

Em determinada época do ano, ela começa a dar laranjas que amadurecem e eu as colho, podendo vendê-las, dá-las ou consumi-las.

Depois de colhidas as laranjas, a laranjeira fica sem nenhum fruto sequer.

As estações do ano passam e novamente, em outra época, a laranjeira volta a dar laranjas e o processo de colheita retorna.”

Segundo J. Goldsmith, existe uma energia vital em cada coisa do universo e que essa energia é única e comum a todos que o habitam.

Ou seja, conforme esta ideia, a energia que existe dentro de uma semente é a mesma que existe dentro de um ser humano.

Logo, assim como no exemplo da laranjeira acima, das sementes, das marés e das estações do ano, existem épocas onde nós não damos um fruto sequer, ao passo que em outras, damos frutos diversos.

Apesar de sempre estarmos ávidos por colher, vivemos processos de colheita e de seca naturais à vida de todos os seres potencializados com esta energia vital ou “divina” comum a todos.

O problema é que existe uma diferença entre a energia manifestada que habita a semente e aquela que habita o nosso ser apesar de ser a mesma.

Enquanto na semente não existe consciência ou mente que burle a sua natureza, nós, seres humanos, com nossos desejos e expectativas, inibimos a manifestação da nossa natureza por considerarmos mais importante o que diz a cabeça do que aquilo que fala o coração.

Consequentemente, mesmo sendo preenchidos pela mesma energia vital de uma laranjeira, inibimos durante um tempo muito grande a geração de frutos, terminando muitas vezes, toda uma vida, mais parecidos com uma árvore seca que nunca viu uma primavera sequer.

Observando a natureza, podemos notar que as coisas crescem sem motivo aparente, apenas executando aquele trabalho a que foram destinadas.

Já no homem, observamos uma insegurança em relação ao mundo e a si mesmo que o impede se tornar aquilo que ele é.

Muitos percebem o que precisam fazer, mas se sentem inseguros em realizar porque não confiam no retorno que o mundo dará para este esforço.

Se este ainda é o seu caso, se você ainda se sente inseguro em realizar aquilo que a sua natureza clama para você realizar, deixo a frase que inspirou os mestres e fundadores do jiu-jitsu brasileiro durante toda vida e que certamente irão inspirar você a retomar o seu caminho:

“Prometa a você mesmo ter firme convicção de que o mundo estará ao seu lado, enquanto você se mantiver fiel ao que há de melhor em você.” ~ Carlos Gracie (1902-1994) Hélio Gracie (1913-2009)

Sucesso é quando fazemos bem o trabalho que nos foi destinado.

Ter sucesso sendo outra pessoa, não é sucesso, é ganhar dinheiro e isso não traz felicidade.

Sucesso é fazer o seu trabalho, distribuir os frutos para o maior número de pessoas possível e aí sim, ganhar dinheiro como reconhecimento do mundo pelo trabalho que você fez.

Só assim, de consciência tranquila e realizada, poderemos morrer sorrindo satisfeitos.


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