Como transformar o medo em uma oportunidade incrível de crescimento

Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer apesar de todas as consequências. – Osho

O principal fato de estar envolvido com aconselhamento pessoais e profissionais, é porque já passei por situações críticas onde tive pânico e frio na barriga.

Uma coisa boa.

Ao sentir essa sensação, meu corpo estava traduzindo o que meu espírito estava prestes a realizar: uma transformação.

Transformação é o ato de mudar uma forma antes definida para um estado que dê mais sentido às ações proporcionando, por consequência, realizações.

Quando eu morava na cidade do Rio de Janeiro, era envolvido com caminhadas em trilhas, escaladas e passeios na natureza.

Nessa época, conheci um cara com mais experiência em escalada que estava precisando de uma dupla.

Nós visitamos lindas montanhas naquela cidade, como a Pedra da Gávea, Morro da Urca, Morro da Babilônia, Corcovado, entre outras, mas um episódio me marcou muito nesta época e que muito se assemelhou as decisões que posteriormente eu tomaria na minha vida.

Em um dia de céu azul (bem azul) e muito sol, fomos escalar uma via (o caminho por onde se escala) no Morro da Babilônia que fica em frente ao Morro da Urca e ao Pão de Açúcar. É neste morro que as pessoas embarcam para fazer o passeio de bondinho até o morro Pão de Açúcar, mais alto dos três.

Apesar de ser praticante de escalada, eu ainda tinha um certo medo de altura que inclusive me motivava bastante a insistir nessa empreitada.

Começamos então a escalada do morro naquele dia incrível e o meu parceiro, que ia na frente fazendo o papel de guia, não percebeu que ao invés de tomarmos uma via de nível três (que era mais ou menos o meu nível de escalada na época), começamos a trilhar por uma via com obstáculos de nível de dificuldade sete, se não me falha a memória.

Como não havíamos percebido isso e como o nível do meu amigo era muito maior que o meu, ele também acabou por não perceber seu erro enquanto me guiava até que ele se deparou com um obstáculo bastante complicado.

Era como um calombo saindo da rocha e formando um ângulo de 90º com o solo, coisa que eu jamais havia passado.

De frente a essa situação e com toda calma, meu amigo passou pelo obstáculo e olhando pra mim, disse:

Cara, entramos numa via errada sem perceber e você vai ter que passar por esse obstáculo, pois não temos corda suficiente para descer daqui. Você não precisa ter medo. Eu vou ficar te esperando aqui o tempo que for até que você encontre a melhor maneira de passar por esse obstáculo.

Não é preciso dizer o que se passou dentro da minha cabeça e dentro do meu estômago naquele momento.

O frio gélido do medo era terrível.

A mais ou menos 200 metros de altura, sem possibilidade de descer e nem andar para os lados, eu estava ali, no meio do mundo, aguardando a mim mesmo que fizesse alguma coisa para mudar aquela situação e passar por um obstáculo que eu não havia me preparado.

Sentei-me sobre os meus pés na rocha e fiquei admirando aquele lugar.

Olhei de um lado para o outro. Olhava o meu amigo. Respirava e via o quão impressionante era a lição que aquela montanha estava me transmitindo:

Tudo depende de você. Só de você. Não coloque a culpa em ninguém de estar aí neste momento, pensando que não pode fazer nada com essa situação. Agora é contigo. Sair daí só depende de você se decidir sair dessa situação.

Virei-me para a rocha, comecei a cantarolar mentalmente uma música que me acalmava, e comecei, milímetro a milímetro, a colocar uma mão na pedra, testar sua firmeza, voltar a mão para outro lugar, tentar uma passada de pés, colocar outra mão noutro lugar e, como um balé com duração de cerca de 30 minutos, consegui transpor aquele obstáculo dando um salto sem apoios para segurar em um ponto que não visualizava acima do obstáculo.

Um silêncio muito grande se formou na minha mente e naquele ambiente.

Eu e meu amigo terminamos a escalada, nos abraçamos comemorando a travessia e, em silêncio, retornamos para as nossas casas.

A lição tinha sido aprendida.

Transformar-se e evoluir é um grande desafio. Não é mole.

Transformar-se é muito diferente de trabalhar todos os dias na mesma coisa, no mesmo lugar e dizer que está batalhando.

​”Qualquer tipo de luta sempre é contra si mesmo.” ~ Lema do Insistimento (Tweet Isso)

A única luta que vale à pena, a única batalha que vale o seu dia, é aquela que transforma você.

O resto é pirraça, birra, infantilidade, carência e mimo.

Quem empreende sabe o medo que dá quando você começa a levantar um negócio porque sempre existe a possibilidade de tudo dar errado e você dar com a cara no chão.

Mas a vitória é somente para aqueles que estão dispostos a enfrentar esse medo, sentir o frio na barriga, e se transformar.

Comece a lutar pelas suas causas ​e pare de batalhar pelas causas dos outros.


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