O conselho que todo empreendedor iniciante esquece

Culturalmente acreditamos que o dinheiro traz felicidade. Toda nossa sociedade moderna, ocidental e capitalista, está construída em torno deste princípio. Na rua encontramos pessoas desfilando suas posses ao lado de pessoas desejando ter o básico (comida e abrigo). Crescemos vendo nossos pais “lutarem” por dinheiro e acreditamos que esta também seja a nossa saída. Estudamos, trabalhamos e lutamos em busca do dinheiro como se nossas metas sempre estivessem a um palmo de distância dos nossos olhos. Assim, vivendo infelizes em busca da tranquilidade que acreditamos só ser dada para aqueles que possuem dinheiro, nos distraímos com bobagens que nos fazem perder tempo e dinheiro para que por consequência não consigamos chegar ao paraíso.

Ontem comecei a leitura do livro Dono de Marcelo Toledo e logo no início me interessei pela história que Marcelo contou sobre a criação do seu primeiro negócio. Disse ele que aos 18 anos iniciou um grupo de geradores de ideias junto com parentes e amigos para criar uma empresa. Após algumas sugestões, o grupo chegou a decisão de implementar a ideia gerada pelo próprio Marcelo de comercializar suco de clorofila. Uma vez que a moda na época era o Açaí, Marcelo e o seu grupo acreditavam que aquilo lhes proporcionariam os ganhos necessários para realização dos seus sonhos e liberdade. Entretanto, a realidade lhes mostrou que era necessário bem mais do que uma boa ideia para construir uma empresa. Como o foco do grupo e do negócio era ganhar dinheiro, não havia tesão para tocar o negócio e transpor as barreiras burocráticas e de mercado impostas pela realidade. O negócio acabou e assim também o grupo de geradores de ideias.

Acredito que muitos empreendedores com dez ou mais anos de experiência sabem muito bem a que o Marcelo se refere quando dá este exemplo no seu livro. Logo no início da minha carreira eu também pensava que fazer algo para somente ganhar dinheiro era fundamental, não importando se eu era apaixonado ou não pelo que fazia. Falhei com um Sistema de Gerenciamento de Multas, com um Site de Classificados de Carros, com um Sistema de Gerenciamento de Projetos e também com uma Empresa de Consultoria. Umas ideias acabaram mais rápido que outras, mas sempre terminaram pela mesma razão. Em todas elas eu não tinha um tesão fenomenal pelo o que fazia e quando os problemas apareciam eles eram tão gigantescos para mim que eu não conseguia resistir.

Nossos olhos estão longe demais do nosso coração

Desde que comecei a transformar o Insistimento em empresa este ano, lançando-me no mercado de educação online para empreendedores, percebi que devido ao fato de você ser apaixonado pelo tema da sua empresa, você nunca se distancia dela. Você acaba sempre mergulhando naquele tema porque é apaixonado por ele. Lê livros, notícias, sites, conversa com pessoas com a mesma paixão, aprende mais e consequentemente faz um trabalho muito melhor do que aquele que poderia fazer quando trabalhava somente pelo dinheiro. Eu enxergo isso claramente no momento em que escrevo novos artigos aqui para o site, pois não me importo com o que o leitor irá achar do artigo, a minha avaliação sobre ele é que conta. Se gosto, o trabalho está ótimo. O resultado já apareceu, por mais que não entre nenhum tostão na empresa por causa dele. O que acaba acontecendo é o contrário. Chegam novos clientes o tempo todo porque eles percebem que os artigos foram escritos com carinho e esmero.

De certa forma, nascemos com um coração apaixonado pela vida e nos afastamos dessa paixão conforme nossos olhos vão enxergando a “realidade”. Essa realidade percebida pelos nossos olhos gera crenças e medos que impedem muitos de fazer o caminho de volta para as suas paixões. A maioria permanece errando na corrida do queijo acreditando que é este queijo que tornará suas vidasuma benção. Não é bem assim. Como já falei antes por aqui, a vida não é sacrifício.

Levante da cama pela sua paixão e não pelo dinheiro

Compreenda qual é a sua paixão ou suas paixões. Conheça o seu próprio código de valores e parta para o estudo de um modelo de negócios sustentável e escalável que lhe possibilite explorar estas as suas paixões para impactar o mundo com o seu trabalho.

Eu prefiro a palavra mindset ao invés de mentalidade, porque a primeira me dá a noção clara da mensagem que quero transmitir quando afirmo que nas situações que vivemos hoje em dia o único caminho para encontrar a felicidade é mudando o nosso mindset, ou nossa maneira de pensa r(configuração da mente). Quem nunca escutou na infância que ricos e poderosos são pessoas ruins ou que dinheiro só traz aborrecimento? Estas coisas ouvidas aqui e acolá impactam a nossa configuração mental de uma forma espantosa tendo a capacidade de colocar vidas e mais vidas na corrida dos ratos para sempre.

Rasgue qualquer plano de negócios ou contrato social que estiver hoje sobre a sua mesa e que não esteja alinhado com as suas paixões. Não encontre desculpas para seguir adiante, pois se você tem capacidade de tocar uma empresa que não gosta ou que não é alinhada com as suas paixões, poderá fazer muito mais por uma empresa fascinante com a sua cara. Não perca tempo e mova-se para adiante. Seja o arquiteto da sua vida. Ao menos, reflita sobre isso.


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