quinta-feira , 21 agosto 2014
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O que fazer depois de uma falência

O que fazer depois de uma falência

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Sim, eu já fali. Não uma, duas ou três vezes. Fali várias vezes. Encare o termo falência aqui não somente pelo ato do fechar de portas de uma empresa, mas também por todas aqueles projetos que tentamos conquistar e falhamos. No texto de hoje compartilho com você minha última experiência de falência, falando sobre a crise que vivi naquela época e os passos que dei para corrigir o percurso da minha carreira e não deixar a peteca cair. Espero que essas reflexões possam ser úteis para você.

Quando falimos, não é o lado financeiro que fala mais alto. O acúmulo de dívidas são uma pequenina parte daquilo que realmente nos incomoda. É a finalização das relações com empregados, clientes, fornecedores e sócios que nos coloca para baixo. Lembro bem do que aconteceu na minha última experiência de falência… Clientes, bons clientes, começaram a reclamar do atendimento, funcionários a reclamar da pressão por causa do acúmulo de trabalho e sócios reclamando das suas responsabilidades. Todo esse conjunto de reclamações colocando para baixo a empresa gerando uma crise que culminou há mais ou menos um ano quando um desses clientes, com quem ainda me relaciono mesmo que de forma não tão próxima atualmente, disse que nossa relação estava virando fumaça por conta do estresse gerado no projeto que estávamos atendendo.

O passo-a-passo pós falência

Definitivamente nós não precisamos sofrer para entender o que é bom para nós, mas por distração nos envolvemos em situações que nos mostram, passos à frente, que não deveríamos ter seguido aquele caminho. Por isso, aproveitei o momento de crise para dar início a maior virada da vida em direção a minha visão de futuro. Fiz o seguinte:

  1. Admiti a crise e não fugi dela, mergulhei nela.
  2. Não pensei em dinheiro e sim no que era bom para as relações mesmo que precisava me desfazer delas.
  3. Reconstruí os meus objetivos com base no meu maior sonho para me manter vivo na retomada.
  4. Fiquei atento as tentações de oportunidades para não me distrair mais
  5. Procurei evidências de que era possível ter sucesso baseando-me nos exemplos de outras pessoas que conseguiram

Admita a crise

As pessoas, em sua maioria, têm uma tendência de fugir das suas crises pessoais e profissionais ao invés de encará-las de frente. Elas não sabem o poder que tem uma crise em nos mostrar de forma bem clara aquilo que não estava funcionando para nós. Quando algo dá errado e às vezes muito errado, temos  oportunidade de saber de forma bem nítida que não podemos deixar acontecer novamente aquele “algo”.

Não pense em dinheiro, pense em relações

Nossas relações são muito mais importantes que dinheiro. Se você precisar pagar dívidas, basta negociá-las no banco e trabalhar para pagá-las, mas se você perder a confiança de alguém porque persistiu investindo em uma relação que não dava mais certo não tem como se recuperar. Temos como tirar o nosso nome do SPC, mas não temos como recuperar a confiança de alguém. Quando perceber que a “coisa” está indo mal, saia da jogada. É melhor do que se envolver mais e criar mais expectativa que não poderá ser satisfeita.

Invista no seu maior sonho

Ao invés de partir para cima de objetivos pequenos e de pouca importância para a sua vida, dedique-se a um projeto impossível, ligado ao seu maior sonho e que te dá o maior tesão. Para se reconstruir do nada e sozinho, você vai precisar de muita fé em si mesmo para progredir e nada melhor para nos dar força e fé do que trabalhar naquilo que realmente acreditamos. Invista com tudo nesta experiência e transforme ela no seu maior negócio.

Não se distraia

Vão aparecer inúmeras oportunidades para você empreender e fazer algo para ganhar dinheiro que não tem a ver com o seu sonho. Aceitar estas propostas lhe tirarão o tesão e por mais que você ganhe algum dinheiro, sempre vai ficar aquela sensação de que está faltando alguma coisa. Me distraí quando passei por outras falências e só hoje compreendo o valor de não me distrair para me dedicar exclusivamente aquilo que quero.

Certifique-se que o impossível está na sua cabeça

Quando passei por esta última crise, há cerca de um ano atrás, decidi investir totalmente neste para torná-lo uma empresa lucrativa e hoje estou abrindo o CNPJ desta empresa. Passei cinco anos tocando o site como somente um site sem qualquer lucro até compreender na história de outras pessoas que era possível montar um negócio em torno de um blog, naquilo que mais gostava de fazer. Testei diversos modelos de negócio, investi tempo de estudo e trabalho, mas consegui após diversos testes e falhas construir algo que me alinha com o meu ser de forma inacreditável. Me sinto empoderado escrevendo artigos, produzindo cursos e soluções para meus clientes, o que reforça a minha fé neste projeto.

Talvez o maior diferencial de quem passou pela falência de um negócio, seja a consciência de que o impossível não existe. Se você já passou por uma experiência de falência como a que tive, compartilhe com seu grupo de amigos ou aqui mesmo nos comentários o que fez para dar a volta por cima. Muitas pessoas ainda desistem na primeira vez que seus negócios fecham e o relato de experiências como essa podem ser essenciais para elas.

Persiste e foque em você.

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Sobre Marcos Rezende

35 anos, praticante de jiu-jitsu, pai de dois filhos e padrasto de outras duas meninas, escreve regularmente sobre desenvolvimento pessoal e negócios neste site que fundou em 2008. Saiba mais sobre sua história e conheça o Campus Insistimento, um ambiente que reúne conteúdo de primeira, orientação profissional e apoio financeiro para o seu projeto: Campus Insistimento.
  • Alex

    Olá, parabéns por compartilhar esta experiência. Não é nada fácil, sei bem disso… Abraço,

    • insistimento

      Obrigado Alex por apoiar!

  • Obs

    Acompanho esse site de empreendedorismo há alguns meses, e sempre pensei que esta era a sua empresa mais viável. Existe esse nicho no Brasil e vc, com os seus talentos, deve apostar nele. Tenho vontade de fazer o curso “monte uma empresa do zero”, quanto custa?

    • Obs

      Apenas uma observação: não sei a viabilidade financeira-logística disto, mas eu gostava quando o site tinha vários colunistas. Acredito também que os classificados poderiam voltar!

      • insistimento

        É difícil que outros colunistas escrevam com periodicidade, mas o site continua aberto a eles. Os classificados foram um modelo de negócio que não pegou e assim o Insistimento se torna mais um site voltado para educação. Sobre o curso, obtenha informações aqui negociodozero.com.br

  • Diego

    Bela Experiência Marcos, e muito boa a iniciativa de compartilhar isso , desta forma propagando o aprendizado.

    • insistimento

      Obrigado Diego pelo feedback e comentário.

  • Welinton N Rocha

    Aconteceu comigo.
    E para me distrair embarquei em um projeto que me dava dinheiro, tirava meu tempo, meus relacionamentos, trabalhei infeliz por mais de um ano. O dinheiro era bom, mas “consumia minha alma”…
    Até recuperar minha auto estima e recomeçar em um projeto que está me fazendo muito feliz. Não é fácil mas estamos no caminho certo. E o que salvou essa retomada foram os relacionamentos preservados com clientes, amigos e fornecedores.
    Obrigado Marcos por compartilhar sua experiencia e técnicas de INSISTIMENTO.

    • insistimento

      Obrigado também Wellinton por compartilhar a sua experiência.

      • Gustavo

        Mas e quando não fazemos ideia do que seria esse projeto que nos dá tesão? Aprendi aqui com o Marcos que é garantia de frustração futura começar um negócio pensando no rendimento. Mas como descobrir o que realmente me faz sentir na minha missão, quando não sei qual é ela?

        • insistimento

          Olá Gustavo. Basta observar os assuntos pelos quais não precisaria ser pago para trabalhar. Eu poderia falar sobre empreendedorismo e desenvolvimento pessoal por anos a fio sem receber nada em troca, mas criei um modelo de negócio que me permite viver desta paixão.

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