Pare de fazer o louco

Sabe aquele camarada que fica correndo pra lá e pra cá “mostrando serviço”?

Que ao mesmo tempo responde e-mail, conversa no WhatsApp e atende o telefone?

Quem olhar de fora poderá pensar que ele é um “excelente” trabalhador, mas se você parar um segundo, você vai pensar justamente que ele não deveria estar trabalhando com você.

No jiu-jitsu nós usamos a expressão “fazer o louco” para representar esse camarada que faz uma força de maluco e corre de um lado para o outro sem qualquer estratégia no treino.

Ele não controla a respiração, não controla a sua posição para olhar onde o seu corpo e o do oponente estão e sequer sabe o que vai fazer depois que chegar em uma posição mais confortável (se chegar).

Ele simplesmente vai se movimentando de qualquer jeito, consegue uns pontos aqui e ali, mas no geral se cansa mais que o necessário ou mesmo se machuca.

O mesmo acontece na vida.

Se você está em movimento o tempo todo correndo de um lado para o outro sem respirar direito e sem olhar como as “peças” da sua vida estão no tabuleiro, você acaba na mesma situação que o praticante de jiu-jitsu que faz o louco no tatame.

Sem prestar atenção naquilo que você está fazendo para buscar a posição que com menos força produza melhores resultados, você se cansa ou até se machuca.

Sem uma estratégia e planejamento, você toma decisões baseadas no calor do momento.

Não com base em um raciocínio lógico.

Você simplesmente não sabe onde está, não sabe o que está acontecendo e sequer sabe para onde está indo.

Na verdade, você nem sabe ao certo porque está “fazendo o louco”.

Só age assim, porque de certa forma, o senso comum te disse que esse era o caminho.

O caminho do sacrifício.

Ao invés de achar que se sacrificar é algo bonito e admirável, pare um pouco para refletir que as pessoas que atingem os melhores resultados são aquelas que enquanto agem, pensam, refletem, respiram e melhoram a sua arte um dia após o outro.

Eu lembro sempre que as gotas que formam a nascente de um rio descem a montanha buscando o caminho de menor atrito para desaguar no mar.

Se a natureza aplica a lei do menor esforço, porque continuar se movimentando feito um louco?

Hein?

Por um mundo menos louco e mais são.

Praticante de jiu jitsu, apaixonado por filosofia, escritor, coach, palestrante e um impulsionador de pessoas. Desde 2008 mantém este projeto no ar para ajudar pessoas a superar seus medos e suas crenças e se tornarem elas mesmas. Saiba mais sobre Marcos Rezende.

CONTEÚDO POR E-MAIL

Digite o seu e-mail abaixo e receba semalmente artigos, vídeos e dicas direto no seu e-mail

Anteriores

O que Flávio Augusto da Silva pode *realmente* nos ensinar sobre abrir uma empresa de sucesso

Próximo

Duas razões pelas quais nós perdemos boas oportunidades

2 Comentários

  1. Alexandre

    Show de bola seu texto Marcos, essa situação é que mais vejo, dessa forma as pessoas querem transformar o “fazer o louco” em um processo rotineiro e obrigatório para justificar seu “salário”. Abraço.

Deixe uma resposta

Desenvolvido em WordPress & Tema por DoutorWP