Qual é a sua arte?

Você já deve ter reparado que os lutadores de esportes sobre o tatame reverenciam o mesmo antes de entrarem nele, certo?
 
Esportes como karatê, judô ou jiu-jitsu têm essa mesma prática.
 
Usando a alegoria que o tatame representa o mundo, no jiu-jitsu eu aprendi que essa reverência visa agradecer a oportunidade de poder praticar a sua arte ao mesmo tempo que deixar o seu ego fora dali.
 
Baseado nisso, o que é o mundo as pessoas que nele estão?
 
O mundo é o espaço propício para você aprimorar os seus talentos e refinar as suas técnicas para se tornar melhor na sua arte.
 
E as pessoas que junto de você estão no mundo são seus companheiros de treino que estão ali dispostos a confrontar-se com você para ao mesmo tempo aperfeiçoarem a sua arte e a deles.
 
E eu fico me perguntando:
 
“Por que nós entramos no mundo e lidamos com essas outras pessoas que nos impõem amassos, torções e estrangulamentos?”
 
Simples.
 
Porque é divino aperfeiçoar a sua própria arte e só no mundo e com os nossos companheiros é que podemos fazer isso.
 
É quando estamos presos dentro da carne, cansados e suando que temos a possibilidade de enxergar como a nossa natureza funciona e como podemos aperfeiçoar a nossa arte.
 
E quando acabar o treino de 4, 6 ou 10 minutos e descansarmos aqueles 30 segundos, tenha certeza que por causa da arte, vamos querer retornar para um novo treino.
 
Portanto, a pergunta que você deve se fazer hoje é:
 
“QUAL É A MINHA ARTE?”
 
E se colocar no mundo para praticá-la a todo momento, todos os dias, durante toda a vida, enquanto durar o seu treino.

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