Hoje cheguei no escritório sem ser percebida.

Era mais uma na rua, no coletivo, no trem, no trânsito.

Mais uma entre todos os outros.

O mouse parado na mesa e a tela fria iluminada me encarando como quem suplica para que eu faça algo que eu não sei, me deixam irritada.

Não quero saber de vocês por enquanto.

Na cabeça, carrego as lembranças dos momentos bons que vivi, dos risos que dei e vi e das luzes das noites de alegria que curti.

Agora eu só preciso mesmo é respirar.

Encarar o desafio de me tornar mais uma dentro disso tudo e me adequar.

Dar bom dia para as pessoas, sorrir e até festejar a alegria de quem também finge já estar adequado a isto tudo.

Final do mês vem aí e nada melhor do que aguentar mais um pouco até aquela prestação acabar, até que meu filho se forme ou até que a aposentadoria chegue.

Enquanto isso, entre um feriado aqui e outro acolá eu vou vivendo entre as escolhas do que é certo, sim, bem certo, e aquelas escolhas que eu queria ter feito.

Ok, ok, já estou me perdendo de mim mesma, preciso me acalmar.

Preciso parar de pensar nisso, me conformar, pois isto que estou fazendo é o mais certo.

Sou lutadora, forte e pulso firme.

Sou?

Esquece.

“A felicidade do pobre parece a grande ilusão do carnaval. A gente trabalha o ano inteiro por um momento de sonho pra fazer a fantasia de rei ou de pirata ou jardineira, pra tudo se acabar na quarta-feira.” ~ Vinicius de Moraes

Qual a sensação você tem quando acaba o final de semana ou um feriadão?

Se responder que é uma sensação boa, significa que você provavelmente trabalha fazendo aquilo que realmente gostaria de estar fazendo, mas se você não se sente bem enquanto está se arrumando para ir trabalhar, provavelmente vive como a maioria: na ilusão da segurança.

Eu também já vivi uma vida “certa”:

  • Já cumpri horário em empresa mesmo sem nenhuma vontade de ficar lá;
  • já passei mais de quatro horas no trânsito para ir e voltar do trabalho; e
  • já senti aquele medo terrível e congelante antes de tomar a decisão de seguir aquilo que meu coração dizia para seguir.

Como retomar o rumo sem jogar tudo pro alto

Para mim existem três coisas necessárias que você deve fazer se quiser retomar o caminho dos seus sonhos sem jogar tudo pro alto ou chutar o balde de uma só vez:

  1. Você precisa se livrar de crenças limitadoras.
  2. Libertar-se de companhias tóxicas.
  3. Cumprir com um planejamento.

É loucura jogar tudo para o alto de uma só vez, mas no momento que você se determinar a retomar o seu caminho (pode ser hoje, amanhã ou daqui a 10 anos), você precisa se conscientizar que deverá abandonar velhas crenças e companhias, além de, é claro, ter disciplina para cumprir um planejamento de libertação.

classe-media

Crenças limitadoras

Se a sua vida está da maneira como está hoje é porque no passado você cultivou uma visão do mundo que o limitou a esta realidade atual.

Logo, a maneira primordial para mudar a realidade, o que acontece na sua vida, é mudar a maneira como você enxerga e julga a vida.

Um exemplo clássico que gosto de dar quando falo sobre mentalidade de crescimento é sobre a maneira como uma pessoa rica e uma pessoa pobre enxergam o mesmo problema.

A pessoa de mentalidade pobre e enfraquecida que vive sob um sistema de escassez e apodrecimento, enxerga um problema como um obstáculo praticamente intransponível colocado na sua vida por alguém (governo, pais, chefe, entidades espirituais, etc.)

Já uma pessoa de mentalidade rica e empoderada que vive sobre um sistema criativo, enxerga um problema como uma oportunidade de vencer.

De certa forma, a pessoa com uma mentalidade rica, enxerga em si a possibilidade de criar soluções e não de consumidor passivo delas como uma pessoa de mentalidade pobre se enxerga.

Por aqui, eu já publiquei 3 artigos falando exclusivamente sobre o poder da mentalidade sobre nós:

Diga-me com quem andas…

“Se você anda com porcos, farelo come” dizem os antigos.

Foram as pessoas ao seu redor que ajudaram a construir a sua cultura e o seu modo de viver a vida.

Seus julgamentos e suas opiniões o influenciaram a ser quem você é e a agir da maneira como você age e reage.

Logo, se você deseja mudar a maneira como você age (mudar de emprego, abrir um negócio, mudar de cidade ou país) precisa se conectar a outras pessoas com uma mentalidade de mudança e crescimento.

A maioria das pessoas ficam levando a vida do jeito que dá, ao invés de retomarem o poder de conduzirem suas próprias decisões.

Já vi pessoas que detestavam seu emprego, mas que não precisaram sair dele porque ao parar de se cercar de pessoas tóxicas no ambiente de trabalho, começaram a enxergar os seus pontos positivos.

Um amigo meu não só não largou o emprego como foi promovido diversas vezes por causa dessa atitude.

Simplesmente ele decidiu não participar mais das “crises” do trabalho e resolveu trabalhar. Ponto.

A pressa é inimiga da perfeição

Mesmo que você resolva de uma vez por todas retomar o caminho em direção aos seus sonhos a partir de agora, não aja com pressa.

Planeje a saída da sua vida atual para a sua nova vida com calma sem ansiedade.

Comprometa-se com a sua meta final e não mais com os compromissos momentâneos e os prazeres imediatos.

Uma dica é que você faça uma lista daquilo que precisa se livrar, crie um planejamento para se libertar de cada uma dessas coisas e comece o processo se libertando do mais fácil para o mais difícil.

Abandonando os pesos que amarram você a mesmice do passado, você abrirá espaço para o novo e deixará de enxergar a vida como um mar de problemas para enxergá-la como um mar de oportunidades de crescimento.

“Errar é humano, mas persistir no erro é burrice.” (Tweet Isso)

Praticante de jiu jitsu, apaixonado por filosofia, escritor, coach, palestrante e um impulsionador de pessoas. Desde 2008 mantém este projeto no ar para ajudar pessoas a superar seus medos e suas crenças e se tornarem elas mesmas. Saiba mais sobre Marcos Rezende.

CONTEÚDO POR E-MAIL

Digite o seu e-mail abaixo e receba semalmente artigos, vídeos e dicas direto no seu e-mail