terça-feira , 29 julho 2014
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Você insiste em acreditar nas pessoas?

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Que é normal colocarmos a culpa dos nossos erros nas circunstância e pessoas à nossa volta não é novidade para ninguém, mas até que ponto devemos acreditar nas pessoas? Esta é uma questão difícil trazida até mim por um leitor do site:

“Hoje perdi um cliente por acredtar demais em uma pessoa. Conheço ela há 2 anos e nunca pensei que ela abandonaria um projeto.”

O que fazer quando você coloca todas as suas fichas em uma pessoa que, quando chega na hora de colocar a mão na massa, some sem deixar o endereço de correspondência? Um relacionamento tem por base, linhas tênues de confiança que podem ser inquebráveis para uns e facilmente descartáveis para outros. Perdem-se negócios, amigos e família por esta tal de confiança. Qual a razão disto tudo e como evitar?

VOCÊ
Vamos analisar esta situação começando a partir do agente: você. A vida é sua, as circunstâncias em que vive são frutos de decisões que você tomou. Tudo à sua volta, inclusive as pessoas, só estão ao seu redor porque em algum momento do passado, você escolheu que elas estivesse consigo. Dessa forma, fica fácil chegar a conclusão de que o responsável por uma pessoa ter cometido um ato falho contra você é você mesmo.

O OUTRO
Não conhecemos o outro, por mais que nos empenhemos a estabelecer conexões e vínculos fortes de relacionamento. Nunca iremos conhecê-lo, isto é um fato da mesma forma que ele nunca irá lhe conhecer totalmente. Você coloca as suas fichas na imagem que faz do outro, mas nunca nele próprio. O outro, em contrapartida, enxerga em você algo que também não é você e nesta falta de conhecimento vocês baseiam as suas relações.

PALAVRA
A palavra é o resultado de um conjunto de raciocínios lógicos estabelecidos dentro do nosso cérebro que, por comparação com aquilo que já sabe, decide o que irá expor para o mundo. Partindo dessa premissa, é muito difícil que uma pessoa cumpra definitivamente aquilo que falou, pois nos falta ainda aquele comprometimento necessário para mantermos alinhado aquilo que sentimos, pensamos, falamos e agimos. Infelizmente ainda estamos aprendendo a ser quem somos e acabamos cometendo vários erros por causa disso.

QUAL A SOLUÇÃO?
Se a comunicação se dá através de palavras e estas são falhas, como conduzir-se através dos relacionamentos se nos falta base? A resposta é “seja a diferença”.

Nós sabemos o que temos que trabalhar para evoluirmos. Podemos fugir daquilo que sabemos, mas como Richard Bach disse:

“Aprender é descobrir aquilo que já se sabia.”

Desta forma, encontramos nos relacionamentos um campo perfeito para colhermos as lições necessárias para a nossa evolução como seres humanos. Quando nos comprometemos, devemos realmente nos comprometer. Devemos fazer um esforço para estarmos sempre alinhados com aquilo que sentimos ser nosso dever fazer diariamente e fazer disso a nossa profissão, o nosso ganha-pão. Se uma pessoa se compromete conosco e depois desiste, deixe ela fazer o que bem entender com a liberdade que tem e questione-se: Qual deve ser a minha atitude diante dessa situação? O que eu tenho que aprender com isto?

É claro que a dor irá existir, mas você pode definir a permanência dela. Porém, como nossa evolução é eminente e necessária e como você recebeu mal a notícia de que alguém falhou “contra” você, muito provavelmente passará por isso de novo se não aprender algumas lições:

  • Só você permite que as coisas aconteçam na sua vida.
  • O outro talvez esteja tão perdido quanto você e também tão melhor resolvido que você em outras questões.
  • Se a palavra praticamente não vale nada, assinar contratos e documentos que comprovem o compromisso é uma maneira de você controlar o que lhe acontece.
  • Faça uma lista das coisas que poderia ter feito para evitar o que aconteceu.
  • Assuma o controle e perdoe, pois o outro estava tentando de alguma forma fazer o seu melhor.
  • Ninguém é mau, todos são inexperientes em fazer as coisas corretamente.
  • Você está no centro do palco, portanto posicione corretamente.

Tentei colocar aqui noções simples do que eu penso sobre esse assunto, mas a principal questão a que me pegava pensando quando vivia tais situações é que enquanto a expectativa for cultivada, a única colheita possível será a da decepção porque nunca o que acontecerá será igual ao que pensávamos que iria acontecer.

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Sobre Marcos Rezende

35 anos, praticante de jiu-jitsu, pai de dois filhos e padrasto de outras duas meninas, escreve regularmente sobre desenvolvimento pessoal e negócios neste site que fundou em 2008. Saiba mais sobre sua história e conheça o Campus Insistimento, um ambiente que reúne conteúdo de primeira, orientação profissional e apoio financeiro para o seu projeto: Campus Insistimento.
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