skip to Main Content

Passamos 15 anos na escola sendo domesticados a ser algo que não conhecemos (e não sabemos se é o melhor para nós).

Autoconhecimento, finanças, política, vendas, empreendedorismo e até filosofia não são mais disciplinas ensinadas na escola.

Nos preocupamos tanto com o nosso futuro que largamos nossos filhos (e o futuro deles) em uma escola que só os prepara para o vestibular.

Coloco abaixo algumas mentiras que a escola gosta de contar e eu, como pai, empreendedor e escritor, me sinto na obrigação de trazer à tona para que outros pais e educadores reflitam.

Todos são iguais

É evidente que não somos iguais. Eu, você, seu filho, meu filhos, todos nós somos diferentes.

No entanto, e infelizmente, na escola todos são tratados de forma uniforme como se fossem iguais.

Nenhum pai ou mãe quer a tristeza dos seus filhos, mas o sistema educacional “moderno” oferece aos seus alunos o mesmo estresse que seus pais sofrem no trabalho.

Nossos filhos também estão correndo atrás de serem melhores em áreas que não possuem afinidade.

Você parou para pensar nisso?

A escola está treinando o seu filho a se esforçar para ser melhor em todas as áreas e iguais aos outros ao invés de valorizar o que ele tem de único e diferente dos demais.

Reprovar é perda de tempo

Não. Não é perda de tempo e nem sempre alguém reprova por indisciplina.

Em tempo, porque uma criança precisa ser extremamente disciplinada aos 8 anos de idade ao ponto de só estudar? E as brincadeiras? E o lúdico? Onde ficam?

Será que esse incentivo não estaria criando “adultos-adolescentes” que ao se libertarem da escola vão para o mundo com a sensação de que podem brincar à vontade para satisfazer uma necessidade reprimida da infância?

Reprovar ou tirar nota baixa não é algo ruim. De forma alguma.

Durante muito tempo eu não entendi nada de química (e continuo sem entender).

Reprovei duas vezes em dois anos seguidos essa matéria e ninguém foi até a minha mesa para saber o que estava acontecendo.

Afinal, eu era a criança da relação e não tinha obrigação ou maturidade suficiente para chamar a professora para me explicar aquilo que eu não entendia.

Reprovei duas vezes, passando na sequência raspando na média.

Quando uma criança reprova é um sinal de que ela precisa de ajuda.

Mais uma vez, a escola estressa a criança exigindo dela uma maturidade e responsabilidade não pertencentes ao universo de cada criança.

É preciso estudar para ser “alguém”

Eu trocaria essa frase para “é preciso aprender a trabalhar para ser alguém”, pois eu conheço um punhado de gente que não estudou e construiu riqueza, ao passo que não conheço um só pessoa que sem trabalhar tenha atingido o sucesso profissional.

Esse final de semana conheci a história de um dos fundadores do Banco Mercantil que cursou somente quatro anos da escola primária no interior de Minas Gerais e morreu como um dos maiores acionistas individuais do banco.

O que aconteceu com ele? Ele foi uma exceção? Porque não criamos mais exceções?

Bem, se você quiser que o seu filho se torne “alguém”, você precisa ensiná-lo a trabalhar, a gerar valor para as outras pessoas devolvendo o poder para as mãos dele.

Do contrário ele vai viver estressando correndo atrás da próxima cenoura ao invés de se ocupar em gerar valor para o mundo.

O que nos leva ao próximo tópico.

Dinheiro é algo importante

Sim, a escola e todo o sistema remove o poder pessoal das crianças para gerar valor para o mundo treinando-as a serem iguais umas às outras e não se destacar.

A escola não ensina nada prático.

Ela ensina matemática, geografia, química e biologia na teoria para que o seu filho não desenvolva o pensamento analítico e crítico.

Afinal, no atual modelo de escola também não temos educação moral e cívica, filosofia e estamos prestes a acabar com a educação física.

Porque ser cidadão, entender de política, questionar as coisas da vida e aprender a mexer o corpo seria algo importante para o futuro da humanidade?

Educação financeira por exemplo é algo que afeta totalmente a nossa vida, mas que não é ensinada na escola.

Quando atingi a maioridade, mesmo ganhando muito pouco como estagiário da Gerdau, recebi uma oferta de cartão de crédito com limite de R$ 2 mil reais.

O sistema financeiro queria que eu me endividasse para que eu tivesse valor.

Uma criança com 18 anos e sem qualquer base financeira, aceitaria a oferta, compraria roupas novas e se endividaria.

Ninguém precisa aprender sobre dinheiro na marra.

Ou você gostaria que o seu filho sofresse primeiro para depois aprender a fazer as escolhas mais inteligentes?

A escola remove a sabedoria dos nossos filhos para que eles só tenham uma alternativa quando acabarem os estudos: correr atrás de dinheiro.

Este post foi um oferecimento de:
Como Investir do Zero, o novo eBook sobre investimentos do Guia Invest.

Marcos

Um escritor dentro do corpo de um programador, apaixonado pelas letras e praticante de jiu-jitsu.

Back To Top
Compartilhar3
Twittar
Pin
+110
Compartilhar32
45 Compart.