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Esta é uma das principais perguntas que a maior parte das pessoas fazem para si mesmas todos os dias. Insatisfeitas com as decisões que tomaram no passado e que lhe trouxeram a vida que possuem hoje, se sentem perdidas e completamente sem rumo. A maioria ainda encara esses momentos de forma negativa, esquecendo-se de que, se não fossem esses momentos de crise, não estariam procurando ajuda e sequer teriam chegado até este texto. Encontrar o que fazer da sua vida pode ser complicado, mas como eu passei pelo mesma situação de crise que a maior parte das pessoas está passando nos últimos tempos, acredito que pelo fato de poder compartilhar isso com você, possa lhe ajudar a encontrar a sua paixão e libertar o seu poder pessoal para servir aos outros através do empreendedorismo.

COMO ENCONTRAR A SUA PAIXÃO?
O processo de encontrar a sua paixão é relativamente simples, apesar de ser necessário esforçar-se além dos maus hábitos para mergulhar em si mesmo em busca do auto-conhecimento que permitirá que a sua paixão floresça. Se você está aqui, lendo este texto, é porque deve estar fazendo algo totalmente diferente da sua paixão ou, pelo menos, algo um pouco diferente do que você realmente deseja para a sua vida. Logo, antes de começar, convença-se de que se não está feliz, é porque sua paixão ainda não aflorou totalmente dentro da sua vida diária.

  1. Paixão é algo que, quando colocado em prática através de uma atividade, seja profissional ou hobby, não cria qualquer expectativa por resultados. Além disso, é comum e natural ter mais de uma paixão. Não se preocupe, portanto, se você for um apaixonado por tênis e figurinhas de beisebol e não se importar se perde ou ganhe um jogo. Se você gosta de jogar tênis apenas e colecionar figurinhas de beisebol pelo simples fato de colecioná-las é sinal que é um apaixonado por esses dois assuntos.
  2. Agora que você já sabe o que é paixão, reflita sobre as atividades que você já desempenha diariamente tentando identificar em quais destas atividades se sente realizado e pleno. É comum que passemos a maior parte do dia executando tarefas desalinhadas com a nossa paixão, porém em algum momento acabamos fazendo alguma coisa que nos realiza e nos faz bem. Nos torna felizes.
  3. Se nada vier à sua mente quando refletir sobre o item anterior, pense sobre os seus hobbies e principalmente sobre as atividades que você gostava de fazer na infância. Boa parte do meu trabalho na publicação dos meus e-books, como o Autocoaching 2011, é fazer as pessoas confiarem que possuem um poder incomensurável dentro de si e que foi apagado desde a infância pelo processo que chamo de domesticação humana. Volte à sua infância e pesquise-se profundamente para encontrar aquilo pelo qual é apaixonado.
  4. Chegando neste ponto, sem nenhuma idéia na mente da sua paixão, é hora de experimentar coisas novas, diferentes daquilo que você está fazendo agora. Você vai errar, como todas as pessoas que tentam acertar erram, mas estará melhorando a sua mira para acertar o objetivo que é descobrir o que fazer da sua vida, encontrando a sua paixão para viver. Mire na sua paixão (ao menos na idéia que tem dela) e permita-se errar para ajustar, a cada nova tentativa, a mira para acertar o alvo com precisão.

COMO DESCOBRI O QUE FAZER DA MINHA VIDA?
Em um determinado momento da minha vida descobri que estava tudo errado. Não as situações, mas as minhas escolhas, meus valores e minhas opiniões. Percebi que as situações eram reflexo daquilo que eu estava tendo como hábito decidir por anos e anos. Entrei em crise e sem qualquer planejamento, decidi assumir a responsabilidade pela minha vida e investigar o que eu deveria fazer dela já que tudo sempre dava tão errado.

Pensei na minha infância, escrevi sobre os melhores presentes que tinha recebido na infância, meus melhores brinquedos e o que gostava em cada um. Escrevi também quais eram as brincadeiras que mais me divertiam e até os programas de televisão, filmes e desenhos que mais gostava. Fui pesquisando em cada uma dessas coisas que escrevi no papel aquilo que, por trás dessas coisas e atividades, me fazia sentir bem, feliz e contente. Anotei que:

  • Adorava meu boneco do He-man porque praticamente aprendi a desenhar formas humanas com ele. Adorava desenhar.
  • Me sentia totalmente livre quando descia ladeiras correndo ou de bicicleta pulando obstáculos. Apesar de ter caído um sem número de vezes, nada no mundo me dava a sensação de liberdade e desafio que aquela brincadeira me trazia.
  • Lembrei de uma situação onde troquei uma mesa de pingue-pongue por um caminhão de brinquedo com seis jipes dentro dele.

Para não me alongar na lista que fiz na época, notei que a partir dessas três atividades da minha infância somadas as competências que eu havia acumulado na minha carreira, ficava mais fácil descobrir o que fazer da minha vida e encontrar a minha paixão.

Foi a partir dessa conclusão que criei este site e a palavra insistimento (insistir no talento), pois aqui eu posso desenhar o que quiser, criando layouts para o blog, banners para o site e produtos virtuais que comercializo. Aqui e na minha empresa como empreendedor, posso me arriscar todos os dias e sentir a sensação de liberdade que ter a sua própria empresa traz ao mesmo tempo da responsabilidade em ter que aprender a guiar com cuidado o empreendimento para ele não cair. Além disso, trabalhar com o foco no trabalho e na diversão, me tornou uma pessoa menos ansiosa e apaixonada pelo que faz, uma vez que pouco trabalho (apesar do esforço) nesta diversão diária que é viver sabendo (um milímetro a mais a cada dia) o que fazer da minha vida.

Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois
Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada,
E que para de onde veio volta depois,
Quase à noitinha pela mesma estrada.

Eu não tinha que ter esperanças – tinha só que ter rodas…
A minha velhice não tinha rugas nem cabelos brancos…
Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas
E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco.

Ou então faziam de mim qualquer coisa diferente
E eu não sabia nada de que de mim faziam…
Mas eu não sou um carro, sou diferente,
Mas em que sou realmente diferente nunca me diriam.

Poema XVI de O Guardador de Rebanhos de Alberto Caeiro


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Marcos Rezende

Redator freelancer, orientador de produção textual na Mentoria da Palavra, criador de sites em WordPress na DoutorWP, graduando em Filosofia na UFPR e faixa roxa de jiu-jitsu brasileiro pela equipe Atos Loyalty Curitiba.

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