Silicone nos seios: busca por retirada da prótese tem alta

Fenômeno nos anos 2000, implante passou por mudanças tecnológicas que o deixaram mais seguro, mas ele ainda precisa de acompanhamento anual por um médico especializado.

A frase de Maira Caleffi, chefe do serviço de Mastologia do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, é a explicação para um período anterior da história do silicone, quando o procedimento ultrapassou a lipoaspiração e passou a ser o mais popular do Brasil. Hoje, o implante continua com alta procura, mas também está em ascensão a busca para a sua reversão pelas pacientes que já fizeram o procedimento

A cirurgia plástica para o aumento do seio ainda é a mais comum do país, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (dados mais recentes, colhidos em 2019), com 211.287 procedimentos por ano. Por outro lado, a retirada do silicone registrou 19.355 cirurgias, com uma alta de 33% em relação ao ano anterior.

Mesmo que a cirurgia para colocar a prótese ainda seja a mais frequente (15% do total no mundo), os dados sinalizam uma possível mudança de comportamento: a retirada do silicone já está na lista das 20 intervenções mais procuradas (2% do total) – em 2010 nem era mencionada no relatório.

Novos problemas

Nos anos 2000, o silicone passou a ser um dos padrões estéticos e, como a médica mastologista lamenta, muito influenciado pela recomendação dos próprios cirurgiões plásticos.

Mais de 20 anos depois, na era do Instagram, a comparação entre corpos está longe de terminar, mas começaram a surgir também novos padrões, uma facilidade maior de entrar em contato com todos os formatos.

Junto a isso, uma síndrome relacionada ao uso da prótese também passa a influenciar algumas mulheres: a Asia (síndrome autoimune-inflamatória induzida por adjuvante). O primeiro registro na literatura é de 2011.

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